Tem-me dado tanta tareia que eu fico com a sensação que em vez de ter comido as 12 passas devo tê-las metido no rabo ou assim.
Já chega, sim?
Uma fuga de ideias, despejadas de quando em quando (espaço temporal que medeia entre cada descarga do Truflas)
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Tem-me dado tanta tareia que eu fico com a sensação que em vez de ter comido as 12 passas devo tê-las metido no rabo ou assim.
Já chega, sim?
... para fazer o próximo vídeo de Natal do Truflas :D
Ah, é verdade, bom ano e isso.
Hoje vivi um dia único. Daqueles que nos enchem tanto a alma que chegamos a perguntar-nos: Porquê eu? Daqueles em que ansiosamente esperamos que tudo o que vimos tenha ficado gravado na nossa memória, no ar que respirámos, nas fotografias que tirámos. Tudo.
Porque o que vivi hoje... quero recordar para sempre.
*Desculpa, Cat, ter roubado o título do teu blog, mas hoje senti-me assim.





Este ano, pela primeira vez numa vida inteira, não posso ouvir a tua voz. Não posso aparecer de surpresa à tua porta, não tenho nenhum número para onde ligar. Não posso ouvir-te a contar a história da senhora que conseguia “talhar o Sol”. Não posso sentir os teus beijos repenicados (e que repenicados que eram). Não posso ouvir-te a reclamar com a vilã da telenovela: “esta é má como as cobras”, dizias, indignada. Não posso sentir a tua mão a afagar-me o rosto. Não posso ouvir-te dizer “quero que sejas muito feliz, rezo por ti todos os dias”. Não posso oferecer-te flores. Não posso sussurrar-te ao ouvido: “Parabéns Avó... gosto de ti”.
Quis a vida que o teu contador parasse aos 90.
Faço o que posso. Começo por ouvir um fado, daqueles que tu tanto gostavas, escrevo este texto com a visão turva pelas lágrimas e passo o dia contigo no pensamento e no coração.
